sexta-feira, 14 de julho de 2017

Empathia Jazz duo


CASA DA MÚSICA - PRAÇA

22:00h


Entrada Livre

Cool Romantics é o terceiro álbum do projecto Empathia Jazz duo, disco onde os músicos estabelecem um diálogo refinado que retrata as suas experiências únicas e histórias de vida, com um toque de improviso e aventura. Groove, harmonia e um leve travo de humor que alterna inocência e selvajaria, tudo é um jogo usado nos arranjos imaginativos do Empathia Jazz Duo. A alquimia vocal de Mafalda combinada com o estilo exclusivo de Ricci leva-nos facilmente numa viagem entre samba, bossa nova, swing ou blues.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Embaixadora da música italiana, Mafalda Minnozzi volta a São Paulo

Cantora realiza show – CANTA MAFALDA – no Bourbon Street dia 4 de abril

Artista multicultural, Mafalda Minnozzi desembarca no Brasil para apresentação no Bourbon Street, em São Paulo, dia 4 de abril. Ela será acompanhada pelo power-trio: Thiago “big” Rabello (bateria), Sidiel Vieira (contrabaixo) e Paul Ricci (guitarras), seu companheiro de longa data. Para esquentar o coração e a voz antes de sua vinda, Mafalda ainda realiza show em Nova York, no Birdland, uma das casas de jazz mais famosas do mundo.

Durante sua turnê na Europa, ela levou a essência da música italiana para os ouvidos do mundo. A cantora adora aprender e trocar experiências com as mais diversas culturas. Considerada embaixadora da música italiana, o desejo dela é unir países e tradições. “A música italiana vai muito além do que parece: é rica, preciosa, requintada. Desde o inicio da minha carreira, tenho a missão de levar a música italiana pelo mundo, além de oferecer algo um pouco mais amplo com horizontes que se abrem para o swing, o jazz e a bossa nova”, diz Mafalda.

Por 20 anos, Mafalda Minnozzi cantou no Brasil suas origens, suas inspirações, sua versatilidade, sua espontaneidade, sua irreverência, criando laços, interações e colaborações preciosas (Milton Nascimento, Guinga, Martinho da Vila, Fabiana Cozza, Simoninha, Isabella Taviani entre outras) graças às quais elaborou um som original enriquecido por mil detalhes. Com tudo isso na sua bagagem, ela viaja o mundo e continua desenvolvendo sua incrível carreira “Sinto, hoje, meu som livre, intimista, cheio de referências, mas muito moderno. Estou mais feliz do que nunca!”, conclui a cantora.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Teatro Café Rubi

A cantora italiana Mafalda Minnozzi e o guitarrista estadunidense Paul Ricci estão de volta ao palco do Rubi depois de uma temporada de sucesso no ano passado. Eles apresentam o aclamado show “eMPathia Jazz Duo” nos dias 04 e 05 de março às 20h30.

Ousadia é o melhor substantivo para definir a trajetória de Mafalda Minnozzi, muito popular no Brasil pelos inúmeros projetos realizados no país desde os anos de 1990. Artisticamente inquieta, a cantora sempre coloca a voz a serviço de um repertório nada previsível.

Em seu trabalho anterior, “Spritz”, Minnozzi revigorou clássicos da canção italiana. Agora, em seu novo projeto, “eMPathia Jazz Duo”, a cantora, acompanhada do guitarrista nova-iorquino Paul Ricci, passeia com absoluta propriedade por um repertório onde mesclam composições de Cole Porter, Tom Jobim, Baden Powell, Edith Piaf, entre outros. Enfim, em um mesmo roteiro, Minnozzi e Ricci, em tom intimista, alinham o soul, o jazz e a bossa nova com elegância e originalidade.

Mafalda e Paul nasceram “artistas de jazz”. Ela, pela curiosidade, inquietude e criatividade “satisfeitas” pelo espírito livre daquela música diferente que ouviu e a encantou desde pequena, e ele, por paixão, por escolha, por inclinação natural e também por destino, considerando o ano e a cidade onde nasceu – 1958 em Nova Iorque – dominada, naquela época, pelo jazz.

Ao vivo, a dupla consegue, de fato, conquistar o público graças à sensibilidade que usa para comunicar suas emoções mais profundas e, com isso, provocar reações surpreendentes na plateia.

Serviço

O quê: Mafalda Minnozzi – eMPathia Jazz Duo
Quando: 04 e 05/3 (sexta e sábado)
Horário: 20h30
Onde: Café-Teatro Rubi – Sheraton da Bahia Hotel
Quanto: Couvert artístico = R$ 60,00
Compra
Bilheteria: Café Teatro Rubi – Sheraton da Bahia Hotel
Tel: (71) 3013-1011
2ª a sábado, das 14h às 19h (em dias de apresentação, até às 20h30)
Site: cafeteatrorubi.com.br
Call Center: (71) 2626-0032

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Mafalda Minnozzi faz turnê de 'Empathia' em Portugal

A cantora apresenta o seu show 'Emphatia'


Italiana de coração verde e amarelo, Mafalda Minnozzi (49) aterrissou em Portugal para apresentar o seu show Empathia. A cantora aproveitou para conhecer pontos turísticos como a Torre de Belém, em Lisboa, capital do país. “Cantar, para mim, é uma missão”, disse ela, que divide seu tempo entre o Brasil e a Itália. “Através do canto, purifico a minha alma”, emendou Mafalda, que ficou hospedada em Cascais. 
↳ Fonte: Revista Caras Brasil

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Aquele terremoto me fez ver que bens materiais são ilusórios

O sorriso intermitente e as cores por todo o rosto deixaram claro que Mafalda Minnozzi é uma mulher de superações. Em outubro deste ano, um terremoto destruiu a casa onde morava, em um vilarejo na Itália. Durante a vida, abortos, assaltos, a mudança rotineira: divide o lar-doce-lar entre São Paulo, Roma e Nova York; divide o timbre agudo entre bossa-nova, jazz e pop. Italiana de Pavia, Mafalda gesticula, abraça e beija. Fala alto, ri e reflete: “Ser artista é tristeza, e não alegria”.
Em entrevista ao R7, um dos maiores nomes da música italiana falou sobre lições de vida, altos e baixos e sobre a paixão pela cena independente ao redor do mundo. Confira o bate-papo na íntegra!
Fonte Oficial Portal R7


R7 Pop: O que você sentiu após ter perdido sua casa, naquele terremoto?
Mafalda Minnozzi: Senti, à época, um grande senso de abandono, como se ninguém tivesse se preocupado comigo. A gente sempre responsabiliza as pessoas por algo que nos acontece, seja o governo, o síndico do prédio ou até o zelador. Eu senti um abandono grande, porque pensava: “Caramba, paguei uma fortuna nessa casa. Como ela pode explodir dessa forma?”. No começo, é uma profunda perda, mas uma perda de algo que eu provavelmente nunca tive. Era uma simulação de algo que eu tinha, era ilusório: uma casa, um lar, aqueles móveis bonitos... Eu senti uma perda assim quando fui assaltada aqui em São Paulo: entraram na minha casa e me tiraram tudo. Era a casa com a qual eu tinha sonhado a vida toda: lá, eu tinha uma horta, plantava manjericão...
R7 Pop: Depois do incidente, o que mudou em você como pessoa?
Mafalda Minnozzi: O fenômeno natural vem, mas ele tem todo o direito de vir. Somos nós que somos idiotas, somos idiotas porque minha mãe e eu gastamos toda a nossa vida, todo o nosso dinheiro em uma casa que todos achavam linda, achavam que parecia casa de boneca. Mas cadê o corpo daquela casa para poder sustentar eventualmente um tremor? A terra treme há eras, há séculos. Nós, seres humanos, somos tão frágeis, tão estúpidos perto da natureza, que não temos a sensibilidade de perceber que a natureza é linda, mesmo trazendo consequências às pessoas. Nós precisamos valorizar o agora, os momentos, porque eles podem acabar: valorizar momentos e não bens materiais. Hoje, a gente corre feito maluco, os pais nem olham nos olhos dos filhos. Há crianças dentro de casa que não sabem nem como expressar sentimentos, não sabem abraçar, amar. Eu, que sou artista tento fazer uma música que legal que entre no coração das pessoas, sinto que mendigo a atenção das pessoas.
R7 Pop: Hoje, você não tem uma residência fixa. Como tem sido sua rotina pelo mundo?
Mafalda Minnozzi: Eu tenho um público muito querido aqui no Brasil. Músicas minhas fizeram parte das trilhas sonoras de algumas novelas como Terra Nostra e Esperança, além do filme SOS Mulheres Ao Mar. Agora moro um pouco em São Paulo, um pouco em Nova York e um pouco em Roma. São cidades incríveis, São Paulo é uma cidade cheia de contradições, mas linda. Roma é uma cidade morta. Está na minha lembrança porque foi a primeira cidade italiana que conheci ao sair de Pavia, onde nasci. Cheguei lá aos 18 anos, fiz curso de teatro por quatro anos, aula de dança, cursos de canto, etc. Depois, parti para o mundo. Mas Roma é uma cidade morta, que tem um fracasso sociopolítico; é uma cidade em grande decadência, suja, abandonada, que só vai só em uma direção: o colapso cultural. Não faz mais um trabalho de legislação boa. A prefeita nova, Virgínia Raggi, está tentando inventar algo que vai demorar anos para ser concretizado. Roma era incrível nos anos 1960: música, cinema, fotografia... Mas agora ficam as lembranças. Nova York é uma cidade grande, bonita: mas se você não tem dinheiro por lá, você não faz nada. Então nenhuma delas me encantam tanto como São Paulo.
R7 Pop: O que você mais gosta de fazer aqui no Brasil?
Mafalda Minnozzi: Adoro fazer tudo em casa: receber amigos, ensaiar com meus músicos, adoro me enturmar, conhecer gente nova; levar essa galera em casa e cozinhar arroz e feijão junto com risoto. Brigar dizendo que risoto é mais gostoso que arroz e feijão (risos). O baixista Rubens Farias é da Bahia, e sempre que viajamos para a Europa, ele leva farinha. No aeroporto é sempre um tormento, porque acham que é droga (risos). É sensacional.
R7 Pop: Como é seu dia-a-dia em busca de shows?
Mafalda Minnozzi: Normalmente, entro em uma casa de shows e pergunto quanto o dono me ofereceria para tocar. Se o cachê for suficiente para pagar meus músicos, eu toco. Se tiver comida e me descolarem um lugar para dormir básico e tranquilo, eu vou. Em Nova York, toquei em Birdland, uma das casas de jazz mais famosas do mundo. E foi a realização de um sonho. Sabe como entrei lá? Entreguei o disco em um dia e, quando voltei, o cara ainda não tinha ouvido o material. Pedi que ele ouvisse: “Tem coisas boas, escuta aí, me dá uma chance”. Ele escutou, e no dia seguinte me ligou. O público gostou bastante e sempre pede que eu volte, isso é legal. O problema é meu nome: normalmente, as pessoas não conseguem pronunciar. Se eu soubesse, teria mudado de nome quando completei 18 anos (risos).
R7 Pop: Para você, o que tem movido as novas gerações?
Mafalda Minnozzi: O espetáculo e a valorização extrema da beleza têm feito as pessoas deixarem a cultura de lado, principalmente na Europa. É impressionante. A cultura se tornou superficial: você abre a internet e já está disponível a última música de um cantor específico. O acesso à cultura é fácil, mas é feito de uma forma tão superficial, tão promíscua, tão desnorteante que não te leva a lugar algum. Isso é perigosíssimo, porque dá para ver que você não tem tempo para si mesmo, para se aperfeiçoar em um assunto. Saber mais, devorar cultura. Ninguém mais tem tempo para isso.
R7 Pop:  Atualmente, como você se renova para conquistar um público mais jovem?
Mafalda Minnozzi: Eu amo a cena independente e tento me envolver nela o tempo todo. Tudo o que eu faço é com essa galera: meus vídeos são feitos com produtores independentes, é sempre um monte de jovem com uma câmera na mão dizendo: “Vai, vamos lá, vamos gravar, vamos fazer”. Por isso amo São Paulo, aqui é uma sociedade de garotos jovens. Mas para me renovar, deixo de focar nos projetos que já realizei. Os fiz com todo o amor e carinho, mas acabou. Não ligo para a fama: tem gente que dorme com a minha foto na cabeceira, e tem outros que passam por mim e não me reconhecem. Aliás, talvez nem me conheçam.
R7 Pop: Você acha que, hoje em dia, os jovens dão a mesma importância à música como davam nos anos 1960?
Mafalda Minnozzi: Sim. O jovem é incrível. O problema é a falta de tempo, porque eles normalmente vivem em um mundo tão competitivo que não têm tempo de parar e curtir o que realmente os faz bem. No momento em que o jovem decide sair do roteiro – que é a faculdade, o vestibular, a parada, a balada, a droga, o culto às tendências —, consegue se entregar à música, mergulha em algo que os faz bem. Mesmo que esse algo vá contra os princípios da família. Ele abandona a família pela própria felicidade. Pode demorar, mas o resultado dessa quebra é extraordinário.
R7 Pop: Na sua juventude, você já fez alguma besteira por impulso?
Mafalda Minnozzi: Nossa, muitas. Fiz várias besteiras, tipo beber todas, cair no chão e nem conseguir levantar o braço; correr como uma doida para ouvir o som do motor: corri de moto, corri de carro, em lugares perigosos. Disso, me arrependo muito, porque não arrisquei apenas a minha vida como a vida de terceiros – e essa sabedoria me chegou com a idade. Mas o resto, estou feliz de ter feito, porque sempre fui contra os padrões: eu achava que tinha que procurar a minha liberdade, já que não a tinha dentro de casa. Casei com um homem que sempre respeitou muito isso. Minha vida foi cheia de besteiras, mas sempre muito digna: nunca trepei se eu não queria trepar, por exemplo. Atualmente, meu maior erro é fazer birra quando estou brava com meu marido.
R7 Pop: Como você vê a mulher no mercado da música?
Mafalda Minnozzi: Até hoje, muitas mulheres só chegam a algum lugar na música se um homem estiver por trás delas. Já dizia Madonna: na arte, a mulher só é considerada boa quando instrumentalizada pelo homem: sendo violentada, usada, manipulada, amada, paga por um homem. Aí funciona. Mas quando você começa a envelhecer, isso tudo muda. Infelizmente, o espaço no mundo da música se fecha para mulheres mais velhas. Para mim, as musicistas mais incríveis são as menos preocupadas com o padrão de beleza: Edith Piaff, Elis Regina... O que é a beleza perto do conteúdo? Nada. O que vale é a paixão. A paixão da música, e é isso que faz uma mulher se enquadrar. A música tem a função de limpar as mágoas, fazer você entender que outras pessoas já passaram por algo que você está passando. E eu sou apenas uma ferramenta disso.
R7 Pop: Quais cantores mais te influenciaram no início da carreira?
Mafalda Minnozzi: Edith Piaff, Caterina Valente, Ornella Vanoni, Lucio Dalla, Frank Sinatra, Billie Holiday, Barbra Streisand, Nina Simone, Annie Lennox, Tina Turner…. Muitos!
R7 Pop: Há algum sonho que você ainda não realizou?
Mafalda Minnozzi: Cantar. Todos os dias. O palco, seja lá qual ele for, é um milagre. Por isso, sempre que consigo cantar realizo um grande sonho. Além disso, tenho o sonho de que o trabalho dos músicos seja realmente valorizado. Ser cantor só para dar autógrafo não é ser cantor: precisa de preparo e talento. Ser músico está no sangue.
R7 Pop: Você continua compondo?
Mafalda Minnozzi: Muito pouco, porque me envergonho perto das grandes obras — como as de Tom Jobim e Lucio Dalla. Há músicas que eu gravo, de outros compositores, cujas poesias são tão geniais, primorosas e pertinentes, que eu exerço com prazer a minha função de intérprete. O dia-a-dia de compor virou, para mim, um belíssimo exercício que continuo fazendo. Mas sempre me comparo e vejo que há pessoas mais capazes que eu na hora de compor. É claro que há também os mais capazes que eu na hora de cantar, mas em relação a isso eu entendo o meu valor: cantar é fruto de dores e alegrias para mim. No Brasil, há intérpretes geniais como Maria Gadu e Maria Rita que, como Cássia Eller, souberam pegar músicas estrangeiras e fazer delas algo contemporâneo que pode ser consumido por pessoas de qualquer idade.
R7 Pop: Quais são suas principais frustrações na vida?
Mafalda Minnozzi: Além da perda por causa do terremoto, há os abortos que eu já tive. Tive gestações malsucedidas. Geralmente, eu e meu marido não tentávamos, mas sempre que eu engravidava era uma alegria. O problema é que os bebês não se desenvolviam. Parece que a minha vida é toda assim: de coisas que quase acontecem, de sucessos que nunca chegam, conquistas que se afastam de mim. Minha vida é isso, e eu preciso me acostumar. Na realidade, há muita gente que me apoia, me ama, segue meu trabalho. Como eu posso falar que não tenho nada? Tenho a chance de continuar cantando. Sou uma guerreira, tenho personalidade forte.
R7 Pop: Até quando você pretende ficar por aqui?
Mafalda Minnozzi: Mais um pouquinho, até o começo do ano que vem. Esse país é 360 graus na minha vida: ele me escolheu e depois eu o escolhi. Escolhi pela humanidade. Eu chego agora de uma turnê na Europa onde passei por Portugal, Alemanha, Itália e Suíça. Mas em nenhum lugar encontrei o que encontro aqui: o calor humano. Esse papo gostoso, essa informalidade, esse lado humano. Essa coisa de você não precisar se importar com horários e vestimentas. Agora, infelizmente eu não consegui tocar a minha carreira apenas aqui – eu teria amado. Mas tenho migrado para outros estilos como jazz, swing, e até bossa-nova em língua estrangeira. Vou aonde o povo está.
R7 Pop: Qual conselho você daria às novas gerações de músicos?
Mafalda Minnozzi: Se preparar e não pensar que tocar é algo ligado à fama. É para a fome. É saber que é um privilegio ter uma voz de dentro que te chama para a arte, saber que é sacrifício, luta, preparo, compartilhamento, agregação, e não algo individualista ou egoísta. Se preparem e não tenham medo de confrontar quem duvida do talento de vocês. Acreditem muito no que vocês fazem: não deixem que pessoas os desmotivem, corram atrás dos seus sonhos. Sejam fortes, porque às vezes, na intenção de popularizar o produto, vocês os vendem por um preço tão barato que arranca a essência da sua música. Levem essa essência até a morte e lembrem-se: ser artista é tristeza e não alegria.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Concertos Jovens Músicos se apresenta com Mafalda Minnozzi no Ciaei

O Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura e um hipermercado da cidade apresentam o Concertos Jovens Músicos com Orquestra Filarmônica de Piracicaba e a participação da cantora Mafalda Minnozzi no dia 6 de outubro, às 20 h no Ciaei, em Indaiatuba.

Sob a regência do maestro Anderson de Oliveira, o espetáculo gratuito com a Orquestra Filarmônica de Piracicaba, Mafalda Minnozzi e banda será um dos maiores shows do ano na região. “Será um concerto singular, os arranjos orquestrais foram todos criados para acompanhar essa grande estrela italiana, a Mafalda Minnozzi. Buscamos a criação de novas imagens sonoras para somar com a grande habilidade interpretativa da Mafalda é muito interessante, sem dúvidas será uma noite inesquecível para Indaiatuba”, declara o maestro.

No espetáculo inédito viabilizado pelo ProAC SP, o público vai poder conferir músicas brasileiras e italianas. No repertório, clássicos de Tom Jobim e obras consagradas como La Vie Rose, Il Mondo, Torna a Sorriento e Volare.

A Orquestra Filarmônica de Piracicaba é uma vertente Projeto Jovens Músicos que há cinco anos exerce um trabalho sociocultural através do ensino da música de concerto para mais de 250 crianças, adolescentes e jovens de Piracicaba e região. No concerto, a orquestra vai se apresentar com 35 músicos, entre professores, alunos e ex-alunos do projeto.

Mafalda Minnozzi
Mafalda Minnozzi é nascida na Itália, mas mora no Brasil desde 1996. Ao longo da sua carreira Mafalda já lançou no Brasil 10 Cds, 2 DVDs e 21 coletâneas. A cantora realiza longas turnês no país e já ganhou muita popularidade: por este motivo, recebe o titulo oficial de “Embaixatriz da Musica Italiana” pelo Consulado Geral da Itália em São Paulo.
Durante esses 20 anos no Brasil, Mafalda Minnozzi já foi reconhecida pelo jeito alegre e ao mesmo tempo pela sinceridade e paixão com as quais interpreta as canções de sua terra natal, a Itália. Seu talento e versatilidade poderão ser conferidos de perto neste espetáculo de única apresentação.


Serviço: Concertos Jovens Músicos com a Orquestra Filarmônica de Piracicaba com participação da cantora Mafalda Minnozzi
Data: 06/10 (quinta) – às 20 horas no Teatro Ciaei – Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 3665 – Jardim Regina, Indaiatuba – SP
Retirar os ingressos gratuitos na bilheteria do teatro, uma hora antes do concerto.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Show com Mafalda Minnozzi Escolha uma das categorias abaixo: Cinema Teatro & Dança Boemia Música Exposições Palestras Cinema Teatro & Dança Boemia Música Exposições Palestras « Todos Eventos Este evento já passou. Show com Mafalda Minnozzi setembro 28 - 21:00 - 23:30 | $30.00 Mafalda minozzi Show com Mafalda Minnozzi no Bar do Museu Clube da Esquina

A cantora italiana, Mafalda Minnozzi, apresenta em Santa Tereza o show “EMPATHIA”, celebrando seus 20 anos de carreira no Brasil, acompanhada de Paul Ricci (guitarras). Durante o espetáculo a cantora e o musico/produtor americano mostram arranjos originais e novas leituras para grandes autores da musica italiana e internacional em ritmo de swing, jazz e bossa nova.

A apresentação, que já passou por importantes casas de jazz de Nova Iorque (Birdland, Trumpets, Zinc, NY University) e festivais na Europa, chega finalmente ao Brasil. Dois álbuns já saíram deste projeto: “eMPathia Jazz Duo” e o recentíssimo “Inside”.

Sobre a artista

Já na adolescência, a cantora italiana era presença nas aulas de música e concursos para novas vozes em sua escola. Cresceu ouvindo os maiores intérpretes do jazz americano dos anos trinta e quarenta e cinquenta, como Duke Ellington, Cole Porter, Billie Holiday e muitos outros. Influenciada por eles, começou a cantar, participar de festivais até criar uma banda.

No período de 1987 a 1995 Mafalda se apresentou com frequência em público e em vários locais. Também fez apresentações no teatro e foi a protagonista em dois concertos. Trabalhou durante dois anos na RAI como cantora e apresentadora de atrações culturais. Em 1993, foi terceiro lugar no Festival de Castrocaro com a canção “Questo amore è di più”.

Em 1996, ela aporta no Brasil, quando lança o álbum,Una notte al paradiso II. No ano seguinte, ela lançou seu segundo álbum, Effetto azzurro, e em 1999, o terceiro, com o título de Angelo blu. Já ambientada no Brasil, em 1999, participou da seleção das músicas que fizeram parte da trilha sonora da novela Terra Nostra. Em 2002, participou da produção musical da trilha da telenovela Esperança da Rede Globo, outro enredo com temática italiana.

Em 2001 recebeu a condecoração “Personalidade Brasileira”. Em 2003 gravou seu quarto álbum, Il tempo dell’amore. Em 2005 Mafalda colaborou com o produtor musical Marcelo Barbosa na canção “Gli Occhi di Romeo” que fez parte da trilha sonora do filme O Casamento de Romeu e Julieta, dirigido por Bruno Barreto. Em 2007 Mafalda recebeu o reconhecimento como Comendadora da CICESP (Centro de Integração Cultural e empresarial de São Paulo)[4] e gravou o álbum Controvento.

Parte da entrada do Bar é destinada à manutenção do Museu Clube da Esquina. Informações e Reservas: segunda a sexta, de 14h à 1h. Sábado, de 17h à 1h / WhatsApp +51 (31) 9 9688-0558 e Telefone +55 (31) 2512-5050 ou E-mail: reservas@bardomuseuclubedaesquina.comAberto ao público: Segunda a sábado, 19h à 1h | Capacidade: 140 pessoas

Desconto de 100% na entrada para aniversariantes do dia e 50% para seus convidados.
Rodada dupla de drinks até às 20h. Compre um e ganhe dois.


DetalhesData:setembro 28Hora:
21:00 - 23:30Preço:$30.00Evento Categories:Boemia, MúsicaEvento Tags:bar do museu clube da equina, cantora, italiana, Mafalda Minnozzi, Santa Tereza Tem

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Mafalda Minnozzi realiza show em comemoração aos 20 anos no Brasil



A cantora italiana Mafalda Minnozzi faz show nesta sexta (23) em São Paulo para comemorar seus 20 anos no Brasil. 
Ou melhor, numa ponte aérea constante entre Brasil e Itália. "Já fiz a viagem de ida e volta umas 80 vezes", conta Mafalda à Folha. "Durante um tempo, gastava tudo que ganhava nisso." Tanta dedicação á missão de mostrar uma música italiana de qualidade do outro lado do Atlântico nasceu na primeira visita ao Brasil, para uma temporada no Rio, quando foi incentivada por Chico César e Renata Russo. Ela intensificou as visitas e as coisas começaram a acontecer. Emplacou músicas em novelas e colaborou com grande parcela da melhor MPB, como Martinho da Vila e Milton Nascimento. O show no Auditório Ibirapuera comprova isso com participações de Blubell, Carlos Careqa, Dani Black, Fabiana Cozza, Mario Manga e Simoninha. Mas a maior parte do espetáculo exibirá o duo que Mafalda mantém há anos com o guitarrista americano Paul Ricci. A dupla segue refinando o estilo peculiar de Mafalda: resgatar música italiana de várias épocas, envoltas em uma elegante roupagem de jazz que também reflete sua predileção por bossa nova. "Não vou cantar nenhuma música de novela, talvez para a decepção de muitas pessoas. Sem muita saudade daquilo que já foi, adoro viver meu tempo", diz Mafalda, em português fluente com simpático sotaque.

Folha ­ Por que você convidou outros artistas para uma comemoração tão pessoal?
Mafalda Minnozzi ­ Estou cheia de amigos, de colaborações preciosas, que consegui durante esses anos de andanças. Viajando tanto nesse mundo, a gente vê que sozinho você não é nada. Se não junta as forças, não acontece.
As colaborações apareceram desde sua primeira vinda ao Brasil? 
Consegui me relacionar com um mundo musical de grande talento, algo inacreditável. Tive um pouco de medo no começo, mas depois vi que encontrava carinho com todos que eu conhecia. Martinho da Vila, Milton Nascimento e artistas menores em exposição midiática, como Guinga e tantos. Chico Cesar foi o primeiro que me abriu para esse mundo. Chico disse "Mafalda, continue andando com toda essa beleza que a música italiana carrega, de Sergio Endrigo, Luigi Tenco, que você sempre vai ter as portas abertas". E foi assim mesmo. Chico me falou que a música preferida dele era "Non ho l'eta", de Gigliola Cinquetti. Uma canção dessas, não é que seja preciosa pelo cancioneiro italiano, mas pelas lembranças que ela traz. Ele se lembra do carro de cinema que passava no sertão em que ele morava quando garoto e que anunciava Gigliola Cinquetti no filme "Dio, Come Ti Amo". Tem gerações no Brasil que cresceram com essas músicas. Antes de vir para o Brasil, o que sabia sobre o país? Quando eu entrei na baía de Guanabara pela primeira vez na minha vida, tinha uma visão do Brasil muito ligada à bossa nova, meus ídolos, a partir do João Gilberto, Caetano Veloso, com aquela voz magnífica, Vinicius de Moraes.
A gente traduzia as poesias de Vinicius de Moraes na escola. Na parte da tarde, você podia trazer algum texto do qual gostasse para estudar. Eu levava Salvatore Quasimodo, um dos poetas favoritos, Pirandello, que me acompanhou a vida inteira, Dario Fo e Vinicius. Seus textos eram difíceis para traduzir ao italiano, eram complexos.
Já falava português nessa primeira visita? 
Cheguei em 1996. Não falava nada de português. Depois de um ano eu conseguia conversar, mas ainda estou estudando. Quando eu percebi que o Brasil estava no meu destino, quis aprender esse idioma, comecei a ler muito, lia todos os jornais
Como foi seu encontro com Renato Russo, poucos meses antes de sua morte? 
O Renato Russo não estava muito bem. Eu o conheci em um show da Marisa Monte, na fila do camarim. Ele me reconheceu, porque eu havia feito o "Faustão" no domingo anterior, e me disse que tinha gravado um disco em italiano, "Equilíbrio Distante". Depois ele me presenteou com esse disco, autografado, que perdi recentemente porque entrou água no meu apartamento, perdi coisas preciosas do meu acervo. Ele me falou de sua ligação com a música italiana. Isso me impressionou muito. Eu estava há 20 dias no Brasil e prestes a ir embora. E fiquei. Então Renato foi fundamental na minha vida. Comecei a cantar algumas músicas dele. "La Forza della Vita" foi uma que eu abracei mesmo.
As visitas se tornaram constantes, não? 
Eu continuei trazendo músicas de lá para cá. Já fiz mais de 80 vezes, ida e volta, a viagem da Itália ao Brasil. Todo dinheiro que ganhava eu gastava assim. Fui contratada por uma casa de shows no Rio, na Lagoa, chamada Paradiso. Cheguei ao Brasil para cantar todas as noites, de meia­noite até uma e meia da manhã, um repertório italiano. Mas eles queriam sempre as mesmas músicas, algumas boas, outras não. Todo mundo cantava junto, era extremamente louco. Ainda não havia internet, estava começando a chegar. Então eu imaginava o Brasil como algo muito diferente, não poderia imaginar que existia uma colônia italiana tão forte. Brasil para mim era Jorge Amado, do qual eu li quase tudo, a Bahia e os morros do Rio. A primeira coisa que eu fiz no Brasil foi subir no morro, fui na Mangueira, adotei algumas crianças lá, à distância, um trabalho filantrópico. Começou ali meu envolvimento forte com o país. Mas não poderia imaginar que encontraria tantos italianos e filhos ou netos de italianos. Os donos de bancas de jornais, os taxistas, eram muitos. Pensei se poderia fazer alguma coisa para dar continuidade ao laço que existe entre esses dois povos. Então misturava o repertório no Paradiso, agradava um pouco a mim, um pouco à plateia. Colocava músicas de um Ivano Fossatt, um Sergio Endrigo meio diferente, fazia algumas versões do Chico Buarque em italiano. Algumas agradavam, outras afastavam parte do público, foi um processo muito lento.
O sucesso demorou? 
Algumas músicas minhas entraram em novelas da Globo. Muitos artistas cruzaram meu caminho. Eu ajudei muitos artistas a cantar em italiano. Leonardo e Zezé di Camargo foram dois deles, para que eles cantassem em italiano numa trilha de novela. Cuidava da pronúncia, mas também mostrava um modo de cantar menos melodramático do que aquele que costuma ser associado á canção italiana, mostrava como poderiam ser mais simples. O verdadeiro canto italiano é de Roberto Murolo, um canto popular onde a voz é sutil, delicada. Não é aquilo melodramático, de Puccini, Verdi. Temos hoje uma expressão muito forte desse estilo vigoroso no mundo inteiro, com Il Volo, Andrea Boccelli, mas temos Enrico Caruso, Giuseppe di Stefano, Mario Lanza, que são figuras que cantam com timbres ecléticos. No entanto, muita gente quando vai cantar como eles já vai para o fortíssimo. É como a cultura brasileira no resto do mundo, que passa ser uma coisa extremamente tropical, colorida, agitada, corporal, sensual. É tudo isso, mas não é só isso. Músicas como "Dindi", de Tom Jobim, ou "Inútil Paisagem" são fundamentais para que eu me lembre de Toninho Horta, Fabiana Cozza, Leila Pinheiro. São exemplos de como pode ser eclético, até Cartola.
Como será o show no Auditório Ibirapuera? 
Não vou cantar nenhuma música de novela, talvez para a decepção de muitas pessoas. Claro que devo muito a "Esperanza", essa novela colocou o Brasil todo cantando comigo em 2002, mas eu tenho de fazer algo que seja coerente com o que faço hoje. Sem muita saudade daquilo que já foi, adoro viver meu tempo. Gosto de nascer de novo a cada dia. Tenho que dialogar com a minha linguagem atual, que é jazz, é livre como nunca fui antes, algo introspectivo mas comunicativo. Mas "Dio, Come Ti Amo" pode entrar, com o instrumental talentoso de Mario Manga. 
E, como nos discos, cantará em italiano, português, inglês e francês? 
Sim. Às vezes o idioma nos limita. Acho que vai chegar uma hora em que vou me sentir mais João Bosco, cantando com sons guturais, algo que não seja a palavra. Um idioma, uma só bandeira, para mim é pouco. Em agosto, eu e Paul Ricci nos apresentamos no Birdland [casa de jazz badalada de Nova York]. Uma cantora como eu estar ali é muito estranho. E não é que marcaram de novo para fevereiro? O público pediu minha volta. Com o mesmo repertório, carrego para todos os ligares o Brasil, o jazz, o improviso. Vou cantar no show com Simoninha uma música do pai dele que foi sucesso enorme na Itália. No Natal, eu me apresentei com Milton Nascimento em Petrópolis, e quando eu comecei a cantar "Travessia" em italiano, Milton me deu um sorriso que foi de uma riqueza tão grande que justifica todo esse caminho que percorri. 
Fonte Oficial Folha de São Paulo