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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mafalda Minnozzi, a voz que canta o mundo!!!

Quem assistir ao show da cantora italiana Mafalda Minnozzi no Teatro do CIEE (Dom Pedro II, 861 - ingressos a R$ 60,00), amanhã, às 21h, pode esperar do repertório nada menos do que os clássicos Mérica, mérica, La bella polenta ou O sole mio. Quem buscar algo além do tradicional não sairá decepcionado, pois Mafalda também contemplará no espetáculo Arca Musicale algumas canções do folclore italiano sob novos arranjos. Para o público gaúcho, é a certeza de que os talentos vindos da Itália superam positivamente suas expectativas. Não restam muitas dúvidas de que o idioma mais cantado no mundo é o inglês, por isso, não acaba sobrando um espaço muito privilegiado às demais línguas. No caso da Itália, Mafalda acredita que, além de a música sofrer por falta de divulgação em outros países, os poucos cantores italianos que conquistam uma carreira internacional escolhem cantar em inglês ou espanhol. A carência de divulgação no Brasil não é diferente, mas a cantora ressalta que aqui ainda existe certo espaço. “Existe um carinho especial para a música italiana, principalmente para as ‘românticas’ dos anos 1960 e 1970.” Sim, são justamente essas que ficaram guardadas na memória de muitas pessoas. Mas a cantora nascida em Pávia, no Norte da Itália, veio para mostrar que sua terra oferece muito mais. Mafalda - que se autodenomina uma brasiliana - fez sua primeira visita ao País em 1996, quando se apresentou em uma casa de shows. Logo que chegou à Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro, sentiu-se “em casa, amada e respeitada”. Sabia que poderia representar um elo entre a Itália e o Brasil - nunca mais desfeitos. “Não (queria) somente passar uma breve temporada, mas ficar para valer, para entender, para ser um meio entre as lembranças, as músicas as experiências, os sonhos.” Depois de se dividir entre o Brasil e a Itália durante cinco anos, Mafalda resolveu fincar suas raízes em São Paulo no ano de 2001, onde criou, ao lado do marido e empresário, Marco Bisconti, sua produtora, a Mama Produções Artísticas. Em 2005, Mafalda produziu um selo fonográfico independente, o MPI - Musica Popolare Italiana - para realizar suas produções fonográficas e trilhas sonoras. A experiência de Mafalda no País foi tão envolvente que acabou resultando no Arca musicale. O show, que acompanha o lançamento do CD e DVD Mafalda Minnozzi - Live in Itália, não se compromete a tipificar as músicas do repertório, mas integrar a música popular, misturar canções e ritmos do folclore e da tradição italiana e brasileira. Inspiração para mesclar no palco a cultura ítalo-brasileira não faltou. “Pelo vasto território que tem, o Brasil apresenta riquíssimas experiências musicais: o cheiro da milonga e do tango presentes no Rio Grande do Sul, a África da Bahia, que desfila nas quadras dos ensaios das escolas de samba, ou seja, é uma miscigenação espontânea e sincera, porque vem do povo. Destas fontes que eu bebo”, relata a cantora. Sotaque cosmopolita Mafalda bebe e se embriaga na cultura brasileira. Entre as parcerias musicais estão Nico Assumpção (baixista morto em 2001), o saxofonista Raul Mascarenhas, Osvaldinho do Acordeon e Martinho da Vila. “Eu sempre achei que a música é um elemento de união. É uma experiência que não pode ser vivida sozinha, porque é troca de emoções e cultura. A Arca é um espaço ideal, onde eu, com outros músicos, podemos trocar esses conhecimentos e histórias”, conta a italiana. As mãos de Mafalda parecem ter autonomia suficiente para representar a extensão de seu corpo e de seu canto. Não param de desenhar formas imaginárias pelo ar enquanto está no palco - e fora dele também. E, como suas mãos, Mafalda não para, precisa colocar em prática seu sotaque cosmopolita. Já estuda a possibilidade de novas parcerias descobertas em suas andanças pelo Brasil afora. “Em Macapá, encontrei e amei o compositor Zé Miguel e seu “mondo ribeirinho”. Sinto, também, que o talentosíssimo Renato Borghetti, com sua alegria, poderia dar um casamento artístico perfeito”, cogita a inquieta Mafalda. Fonte: Jornal do Comércio.

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