'Spritz' traz sucessos das décadas de 1950 e 1960 com figurino e cenários do período
Spritz, para quem não sabe, é uma bebida que teve origem nos tempos da dominação austro-húngara no norte italiano e que consistia na mistura de vinho e água com gás. Com o passar dos anos, novos ingredientes foram incluídos no aperitivo para deixá-lo ainda mais colorido e saboroso. Até hoje, é um dos símbolos do glamour e da alegria de viver das grandes cidades da Itália.
E “Spritz” também é o nome do novo CD e do show da cantora italiana Mafalda Minozzi, que vai ser apresentado nesta quinta-feira (7), no Theatro Pedro II. “É um show leve, colorido e esfuziante”, diz Mafalda em entrevista por telefone, com seu sotaque característico.
A cantora, que vive e trabalha em solo brasileiro desde o início dos anos 2000, conta que o espetáculo é um antigo sonho seu e do empresário e marido, Marco Bisconti. A ideia é levar para o palco aquele período áureo da Itália que, reconstruída após a guerra, conquistava um lugar de destaque na Europa.
“São 21 músicas inspiradas naquela época de ouro do cinema, da música, da moda e do teatro. Uma época maravilhosa que, infelizmente, não existe mais”, explica.
O repertório de Mafalda vai muito além dos clichês que, no Brasil, transformaram a música italiana em sinônimo de exagero e mau gosto. Ou seja, nada de Pepino di Capri e sua “Champagne”. “A música italiana que chegava ao Brasil era muito estereotipada e, para ter respeito, é preciso resgatar compositores italianos já esquecidos com uma linguagem moderna”, argumenta a intérprete.
Jazz
Por causa dos arranjos sofisticados, a cantora conta que, antes de ganhar os teatros brasileiros, “Spritz” passou por casas de jazz de São Paulo e até de Nova Iorque.
“É bom lembrar que, no pós-guerra, a música norte-americana era muito popular na Itália. Mas o que a gente faz é aquele jazz suingado, nada muito complicado”, diz.
Não é de hoje que Mafalda vem investindo em temas diferenciados do cancioneiro italiano. Em 2007, seu disco “Controvento” trazia canções de compositores considerados “cult” em seu país natal, entre eles Mariella Nava, Sérgio Cammariere e Pino Daniele. Em 2011, apresentou o show intitulado “Il Bianco, Il Rosso, Il Verde” (O Branco, O Vermelho, O Verde), que faz referência às cores da bandeira italiana e homenageava o aniversário de 150 anos da unificação do país com músicas folclóricas desconhecidas pelo grande público.
“Confio na inteligência de meu público. Assim como no Brasil, a música italiana é eclética”, informa.
Fora de seu país há quase uma década, Mafalda diz não sentir saudades da terra natal. “Na verdade, a Itália vive dentro de mim para onde eu for. Nunca perdi minhas referências”, garante.
Serviço
Mafalda Minnozzi
Quinta-feira, às 21h, no Theatro Pedro II
Rua Álvares Cabral, 370
Ingressos a R$ 50 (plateia, frisa e balcão nobre) e R$ 40 (balcão simples e galeria)
Informações: (16)
3977-8111
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